Apesar de poder significar muitas coisas, Panquecas frias não tem exatamente um porquê. Passamos meia hora pesquisando, francês, inglês, italiano, hebraico, para no fim colocar uma coisa realmente idiota e sem sentido. Como as únicas opiniões que importam são as nossas, resolvemos deixar assim.

Como diz Leila Diniz

Lembrei-me dela, Leila Diniz. Lembrei-me do preconceito, da intolerância e da falsa moralidade. Lembrei-me de tantas mulheres que, como Leila, tiveram peito para enfrentar tudo isso. E lembrei-me da velha canção do Belchior que diz que “apesar de termos feito tudo o que fizemos...”
Lembrei-me disso tudo acompanhando pelo noticiário o caso da moça da UNIBAN. A moça que foi humilhada pelos seus colegas de faculdade por usar um vestido curto. Todos jovens “...vivendo como nossos pais”. Ou como nossos avós.
Que coisa absurda! Eu sou um velho. Tenho 53 anos. Digo que sou velho, porque os agressores dessa moça estão cursando faculdade, então estão na faixa dos 18 a 24 anos. Muito jovens. E idiotas! Sou um velho, com muito orgulho. Tive o privilégio de ver o movimento hippie, a luta das feministas, a chegada da minissaia. Lembro-me de uma cena no centro de Ribeirão Preto, minha cidade natal, nos anos 70. Uma jovem com uma microssaia, imitando pele de onça, sendo aplaudida por alguns rapazes. Ela agradeceu com um sorriso. Essa moça, hoje, já pode ser avó. Será que os alunos da UNIBAN sabem o que suas avós, ou suas mães, tiveram que enfrentar? Sabem o que suas irmãs enfrentam, e o que suas filhas irão enfrentar?
Bem, mas a agressão a essa moça aconteceu numa instituição de ensino. Eu esperava, da direção dessa faculdade, uma atitude coerente para uma entidade que tem a missão de educar. Será que tem?
A atitude da UNIBAN: expulsar a moça do vestido curto. Muito simples, a ‘provocadora’ vai embora, os idiotas continuam idiotas. Ela que vá mostrar suas pernas em outro lugar. E as outras alunas dessa faculdade já sabem: saia só do joelho pra baixo.
Será que nós vamos ter que ressuscitar Leila Diniz? Será que as mulheres vão ter que botar fogo no sutiã, de novo? Pensei que essa etapa já estava superada. Pensei que agora a luta era por outras coisas, como a defesa do meio-ambiente, por exemplo.
Para a UNIBAN, agora, só resta uma saída: adaptar seu nome para ficar mais coerente com sua atitude. Em vez de UNIBAN, passa a ser TALIBAN.

Pedro Humberto da Silva
Professor da Universidade Federal do Ceará - UFC



Eu pretendia escrever um texto sobre esse caso da 'garota da UNIBAN' e falar o quão absurdo está sendo tudo isso. Mas meu pai soube fazer isso muito melhor do que eu. É, esse texto foi meu pai quem escreveu e tá me enchendo de orgulho.
Ainda nem sei se acredito nos vídeos que estavam sendo mostrados na tv. Alunos se transformando em demônios totalmente descontrolados e fazendo daquele dia um inferno por causa de uma roupa. Depois abrem a boca pra falar de futilidade. O comportamento deles foi completamente irracional e repulsivo. Claro, a universidade apoia isso, dando razão aos 'animais' [acho que ofendendo os animais]. E é assim que o mundo vai. Ou melhor, não vai.. é assim que o mundo volta! E aí? Tem alguém aí afim de queimar as 'feiticeiras'?

1 tagarelas:

Lucas disse...

Cara, aplausos pro texto dele viu!

"A atitude da UNIBAN: expulsar a moça do vestido curto. Muito simples, a ‘provocadora’ vai embora, os idiotas continuam idiotas."
Muito engraçado isso mesmo! ¬¬'

Velho, mesmo que considerem o vestido curto, por mais curto que seja, NÃO É ATITUDE QUE SE TOME, principalmente vindo de estudantes de faculdade, ops, foi mal, ex-estudantes, agora animais, e chegar ao ponto de ser expulsa da Faculdade ¬¬'
Chega a ser revoltante isso...

Menos mal, que depois de tudo isso que se passou, hoje voltaram atrás com a decisão da expulsão dela... Mesmo assim, depois que passou é uma coisa totalmente diferente!

Realmente Marina, "é assim que o mundo vai. Ou melhor, não vai.. é assim que o mundo volta!"

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